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quarta-feira, 14 de junho de 2023

Alinhado e rápido no gatilho - Clássicos da Tv - Bat Masterson

 


No Velho Oeste ele nasceu.... ♪♫ E entre os bravos se criou ♪♫ Seu nome lenda se tornou ♪♫ Bat Masterson ♪♫ Bat Masterson ♪♫


por Ronald Lima
(Originalmente publicado em 22/08/2020)

 O cavalheiro do oeste marcou toda uma geração de espectadores


“Um gentleman segue a rota ao oeste do Mississippi, sempre a procura de aventura e belas mulheres”

A procura de uma mesa de pôquer: Bat Masterson (Gene Barry) era o perfeito contraste da finesse face à vida rude do velho oeste...


Bat Masterson (television) era muito elegante. Em geral com um distinto terno e colete de seda, portando um estiloso chapéu coco (Derby hat), gravata sulista e a sua inseparável bengala com acabamento em ouro no topo. Se não estivesse de terno ou jaqueta usava uma camisa de linho bem engomada.

 

Vinheta da abertura de Bat Marsterson, simples e elegante como o personagem


Bat Masterson era um talentoso jogador de pôquer no Velho Oeste e perfeito cavalheiro com as mulheres. Devido a tais atributos era sempre visto com maus olhos pelos vaqueiros, pistoleiros e arruaceiros da região, que faziam pouco caso de seu estilo "almofadinha".

 

Galanteador: O personagem sabia como encantar as damas com o seu jeito elegante


O que eles não sabiam era que Bat Masterson era um grande pistoleiro, e tinha duas armas secretas: uma pequena pistola de bolso escondida (além da que ele deixava a vista) e sua aparente e inofensiva bengala, que ele manuseava no melhor estilo Demolidor da Marvel para desarmar um oponente. Além disso, sabia usar bem os punhos quando necessário. Porém preferia utilizar sua inteligência aliada a uma grande fleuma.

 Estava sempre pronto a ajudar alguém injustiçado. Principalmente se fosse uma linda mulher indefesa.

 

Oh! E agora? Quem poderá nos defender? Eu! Ah! É o Bat Masterson!! Não contavam com a minha astúcia! De fato...


Bat Masterson foi interpretado pelo ator norte-americano Gene Barry (14/06/1919- 9/12/2009) durante os 108 episódios em três temporadas de 1958 a 1961 da série exibida pela NBC, produzida pela Ziv Television Productions e exibida originalmente nos Estados Unidos entre 8 de outubro de 1958 e 1º de junho de 1961. Estreou no Brasil no início de 1961. Era exibido em São Paulo, pela TV Record, às 22h10 de sexta-feira e no Rio de Janeiro, pela TV Rio, às 19h50 de domingo.


em raras ocasiões víamos Bat Marsterson: usando trajes menos sociais, mais adequados à dura realidade do Velho Oeste



O pistoleiro também era personagem constante em outra série da época: The Life And Legend Of Wyatt Earp, realizada pela ABC Television Network, interpretado pelo ator Mason Dinehart. Afinal ele existiu de fato. William Barclay Masterson foi uma figura real da história do Velho Oeste dos E.U.A. mas os dois personagens em ambas as séries receberam um tratamento diferenciado da figura histórica. A produção da NBC foi mais fiel ao visual de Barclay, que foi mesmo um jogador.

 

Bat Marsterson sabia alternar o uso da bengala quanto do revólver



Além de jogador, na vida real Bat Masterson foi caçador de búfalos, batedor do exército, delegado federal (membro da U.S. Marshals Service Association), xerife, jornalista e deputado. Conheceu mesmo o lendário xerife Wyatt Earp, de quem foi ajudante. A Ziv Television Productions optou por apresentá-lo como um herói do western bem diferente do convencional, sem deixar os clichés do gênero de lado. Tudo para diferenciá-lo da versão apresentada pelo canal concorrente. O perfil de um sujeito de fino trato e conquistador do Bat Masterson da NBC foi o que atraiu Gene Barry para interpretá-lo, pois, em uma comédia intitulada Our Miss Brooks, ele fez o papel de um galanteador professor de educação física e baseou sua inesquecível versão do personagem nessa experiência.

 

Bat Marsterson: personagem real do Velho Oeste


A trilha da série é inesquecível para quem acompanhou o seriado - Autoria de Bill Lee do quarteto The Mellomen

A versão da música em português do tema do personagem virou sucesso no Brasil. O Trecho “Lançou um filme de caubói” era uma brincadeira para combinar com a fonética original em inglês. A versão foi feita pelo cantor Carlos Gonzagua, que antes havia traduzido e interpretado “Diana”, de Paul Anka.

 

Gene Barry (esquerda) e Hugh O'Brian (centro), aqui com Lee Horsley (direita), reprisaram seus papéis de Bat Masterson e Wyatt Earp  no episódio de duas partes do seriado Paradise  intitulado “A Gathering of Guns” que foi ao ar em 17 de fevereiro de 1990.

 

A primeira história inspirada em Bat Masterson foi escrita em 1932 pelo jornalista americano Damon Runyon (1880-1946). Recebeu o título de “Guys and Dolls”. O personagem de Runyon era chamado de Sky Masterson. Bat Masterson também apareceu em tiras nos jornais, desenhadas pela dupla Ed Herron e Howard Nostrand. Duraram apenas de julho de 1959 a abril de 1960. No Brasil, elas foram publicadas pelo jornal Última Hora.


 

 Antes de estrelar o seriado Gene Barry havia estrelado o filme clássico de ficção científica de 1953 A Guerra dos Mundos, e além de Bat Masterson, estrelou as séries The Name of the Game e Burke´s Law (1963-1966). Nesta última ele ganhou o Globo de Ouro de 1965. A série retornou em 1993-1994 com Barry outra vez no papel título. Ele ainda repetiu o seu famoso papel de Bat Masterson em dois episódios da série de TV Paradise em 1989,  e em The Gambler Returns: Luck of the Draw de 1991. Por sua contribuição artística, ganhou uma estrela na Calçada da Fama em 1988.



 

 Na vida pessoal ele foi casado com Betty Clair Kalb, que faleceu em 2003. Ele teve dois filhos, Michael e Frederick, e adotou uma filha, Elizabeth. Segundo seu filho Frederic James Barry, Gene morreu enquanto dormia na sua casa em Woodland Hills, Los Angeles em 09 de dezembro de 2009, aos 90 anos.

 

 
 

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Força da Natureza - In Memorian: John Belushi

 


Tsunami humano

por Alexandre César
(Originalmente publicado em 03//06/2020)

O exército (e a fanfarra) de um homem só
 
 

Primórdios: Apenas um jovem amante da música...



Imaginemos um ator, músico e cômico que fosse como os terremotos, os vulcões, os tsunamis, e outras forças da Mãe Natureza, que tudo viram ao avesso tal é a força que carregam em seu bojo, e nisto, marcam aqueles que puderam apreciar o seu breve e intenso brilho, seguindo seu elétrico e popular astro, enquanto ia marcando seu tempo como um cometa.
 

Dan Aykroyd e John Belushi: Feitos um para o outro numa amizade sólida para o que desse e viesse...



Nascido John Adam Belushi ( Chicago, 24 de janeiro de 1949 – West Hollywood, 5 de março de 1982) John Belushi em sua breve estada neste planeta, foi um ator, músico e comediante americano, filho de imigrantes albaneses que marcou presença na primeira geração do programa humorístico Saturday Night Live, junto com o amigo Dan Aykroyd, Steve Martin, Chevy Chase, entre outros, além de ser irmão do ator James Belushi.

 

"Sathurday Night Live" na sua primeira geração, com os jovens Chevy Chase, Dan Aykroyd, John Belushi e o produtor Lorne Michaels...


Belushi sempre quis fazer música. Ele havia sido assim desde o Ensino Médio, quando ele foi baterista de uma banda de garagem chamada Os Corvos. Isso apesar da total rejeição de seus colegas de banda às habilidades de Belushi como cantor. “Ah, John, não sei…”, um deles diria. “Talvez você possa cantar uma música do Ringo.”


No "Sathurday Night Live" com Buck Henry, como "Samurai Futaba"...



John Belushi, o amigo Dan Aykroyd entre colegas do elenco de "Sathurday Night Live" e abaixo, de bigodinho, Bill Murray...


Belushi ingressou em 1971 no Second City, grupo de comediantes de Chicago, tendo passado dois anos produtivos com a trupe. Graças à sua performance imitando o cantor Joe Cocker no falso documentário National Lampoon Television Show: Lemmings Dead in Concert (1973) de Tony Hendra, Michael Keady e outros (uma paródia de Woodstock) foi para Nova York, dirigindo e estrelando um programa chamado The National Lampoon Radio Hour. Lá ficando de 1974 a 75. Neste período conhece na cidade de Toronto/ Canadá, Dan Aykroyd, que seria seu maior amigo, como ele diria numa entrevista: - “Nós já tínhamos ouvido um do outro”, lembra Aykroyd. “Nós olhamos um para o outro. Foi amor à primeira vista.”

 

"Sathurday Night Live" foi o berço onde Aykroyd e Belushi deram à luz a "The Blue Brothers", que brilharam nos shows e nos discos...



"Clube dos Cafajestes" (1978) seu primeiro grande filme...


 Na primavera de 1975, Belushi e Aykroyd se juntam ao elenco do Saturday Night Live, marcando os quatro anos seguintes com tipos memoráveis como ‘Samurai Futaba’, num esquete grande e brilhante com espadas de samurai e rosquinhas de chocolate; também criou e interpretou ‘Super Bass-o-Matic 76’, ‘Fred Garvin, o Homem Prostituta’, fora as imitações de personalidades como Henry Kissinger, Elvis Presley, Marlon Brando ou William Shatner no antológico quadro “A última viagem da nave estelar Enterprise” (veja aqui ), tendo sido neste período premiado com o  Emmy, e eleito o Melhor Roteirista em um Programa de Variedades ou Musical em 1977 e ainda indicado como Melhor Ator (coadjuvante/ secundário) em um Programa de Variedades ou Musical em 1977 e 1978.

 

Amigos da fuzarca: John Landis, no colo de Bruce McGill, junto com Belushi num intervalo das filmagens de "Clube dos Cafajestes" (1978).


"Os Irmãos Cara de Pau" (1980): Consagração da dupla Aykroyd-Belushi num pesadelo logístico...


Neste período, será uma das vozes do desenho Tarzoon: A Vergonha da Selva (1975) de Picha e Boris Szulzinger e o filme televisivo The Beach Boys: It´s OK (1976) de Gary Weis, Com A Corda no Pescoço de Jack Nicholson, The Rutles: All You Need is Cash (ambos de 1978) de Eric Idle e Gary Weis e logo depois estrearia o seu primeiro grande filme: Clube dos Cafajestes (National Lampoon’s Animal House, 1978) de John Landis. Belushi, que interpretou John “Bluto” Blutarsky, o patife guloso que reúne a Delta House rumo à glória, virando uma grande estrela do cinema. Viriam em seguida Amor em Dobro(1979) de Joan Tewkesbury, 1941 – Uma Guerra Muito Louca (1979) de Steven Spielberg, como o alucinado piloto Cap. Wild Bill Kelso e, Os Irmãos Cara de Pau (The Blue Brothers,1980) de John Landis, onde Belushi e Aykroyd reviviam os irmãos Joliet e Elwood “Blue”, surgidos no Saturday Night Live e que tiveram sucesso em shows e alcançando o topo daBillboard com seu disco Briefcase Full of Blues (1978).


"1941: Uma Guerra Muito Louca" (1979) O filme fracassou, mas Belushi roubava a cena como o alucinado Capitão Wild Bill Kelso...


O filme foi uma pesadelo logístico para a O filme foi uma pesadelo logístico para a Universal Pictures, por conta das diferenças de método dos executivos com a equipe criativa, que demorou a finalizar o roteiro, além de suas sequências de ação desvairadas e, pela postura alucinada de Belushi, que se tornou desastrosa, graças ao seu vício espiral (e, em última instância, letal) em cocaína, atrasando o cronograma e estourando o orçamento, mas ao final, a despeito de suas péssimas críticas iniciais e sua inicialmente péssima bilheteria, o filme foi ganhando status cult e tornou-se a mais lucrativa comédia da Universal.


Em "Estranhos Vizinhos" (1981) voltou a atuar com o amigo Aykroyd, fazendo dessa vez um tipo certinho, quadrado...


Vieram ainda Vieram ainda Brincou com Fogo... Acabou Fisgado! (1981) de Michael Apted  e Estranhos Vizinhos (1981) de John G.Avilsen, repetindo a parceria com o amigo Aykroyd onde desta vez Belushi faz um personagem certinho, careta e reprimido, bem o oposto de sua persona exuberante.


Dan Aykroyd, em pé no funeral do amigo, exibindo a dor da perda...


Pouco depois, como decorrência de seus apetites vorazes, em 5 de março de 1982 era encontrado morto, vítima e uma overdose de Speedball (uma combinação de heroína e cocaína) em seu bangalô no Chateau Marmont, um hotel de Los Angeles. Foi enterrado no Abel´s Hill Cemetery na ilha de Martha´s Vineyard, Massachusetts, além de uma pedra memorial feita pela família no cemitério Elmwood, River Groove, Illinois. John Belushi tinha 33 anos.

 

Pedra memorial no cemitério de Elmwood, na cidade de River Groove, no estado de Illinois...


Morto jovem, com todo um potencial não-realizado do que poderia ainda ter feito, John Belushi tornou-se um ícone da comédia moderna, sendo referencial das gerações posteriores, sendo homenageado em músicas dos conjuntos Greatful Dead e Anthrax, além de ganhar uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2004, e a sua performance de “Bluto” fantasiado de Nero em Clube dos Cafajestes permanece como uma das mais imitadas no Halloween e nas festas das fraternidades estudantis americanas, permanecendo ele como um dos pilares da comédia moderna, entre outras contribuições à arte no geral.

 

Homenagem a um filho célebre: Em 2008 o Serviço dos Correios da Albânia emitiu um selo comemorativo homenageando o ator, filho de emigrantes que venceu na “Terra do Tio Sam”...


 

- "ATACAAAARRRRRRR!!!!!!!"



quarta-feira, 1 de setembro de 2021

E surge o Multiverso Marvel!!! - Crítica - Séries: Loki - 1ª Temporada

 


Mais do que o "Lúcifer da Marvel"
 

por Alexandre César


 Série da Marvel /Disney + se revela grande surpresa

 

Origens: Desde outubro de 1962 Loki atazana a vida de Thor


Trapaceiro, narcisista, megalômano obsecado em fazer planos de dominação, sempre trajado de verde, fadado ao fracasso, filho adotado e, sexualmente fluido. Loki Laufeyson (Tom Hiddleston de Thor: Ragnarok) surgiu nos quadrinhos no n°85 de Journey in to the Mistery, de outubro de 1962, na então Timely Comics,(atual Marvel) e desde então sempre enfernizou a vida do Deus do Trovão, sendo o responsável pela união de outros heróis, formando Os Vingadores, em setembro de 1963, fato seguido pelo filme de 2012 de Joss Whedon, firmando, graças ao carisma do ator, sua posição de destaque no Universo Cinematográfico Marvel, como um dos melhores vilões desse rico universo ficcional. Tanto que, quando o personagem morreu em Vingadores: Guerra Infinita (2019), causou comoção no fandon, ocasionando sua “ressurreição” durante a viagem no tempo de Vingadores: Ultimato (2020), causando uma mudança na linha temporal estabelecida nos filmes desde a Fase 1, vindo daí a trama da série.

 

Good Cop / Bad Cop: O Agente Mobius M. Mobius (Owen Wilson) propoe a Loki Laufeyson (Tom Hiddleston) que trabalhe para a AVT como consultor em troca de dimiuição de sua pena

Confesso que ao ver os trailers em que o “Deus da Trapaça” trabalharia como consultor de um grupo (no caso a Autoridade de Variância Temporal *1 ) trabalhando em dupla com o Agente Mobius M. Mobius (Owen Wilson de Starsky e Hutch, Justiça em Dobro) no estilo das séries Good Cop – Bad Cop me causou a preocupação de que tentassem fazer algo semelhante à série Lúcifer, que a despeito de seus sucesso, repete a velha premissa de fazer uma série policial com personagens de quadrinhos, solução barata que vem desde os tempos dos seriados das matinês dos anos 30-40, que a televisão abraçou e recicla desde então.

 
Quem não se enquadra com a AVT, é "resetado"...

A juíza temporal Ravona Renslayer (Gugu Mbatha-Raw) concorda com a tática de Mobius, apesar de não confiar no "Deus da Trapaça"

 
Felizmente esse temor se mostrou injustificado, mostrando muito mais potencial e desdobramentos para o futuro do UCM do que o previsto.

 

Em Pompéia, às vésperas da erupção do vulcão, Loki prova a Mobius uma teoria sobre o seu adversário misterioso

Criada por Michael Waldron (Rick e Morty), escrita por Waldron e Elissa Karasik (Frat Boy Genius) dirigida por  Kate Herron (Sex Education) Loki, a série da Marvel, veiculada pela Disney + diverte, surpreende e aposta na nova vertente (apontada em Wandavision) a ser explorada pela Fase 4 da Marvel: O Multiverso.

 

Para sua surpresa, o adversário é na verdade, Lady Loki (Sophia Di Martino) uma variante feminina dele mesmo


 A trama, em seus 6 episódios, gira em torno da aliança relutante de Loki com Mobius e a AVT, para capturar um misterioso indivíduo que está eliminando agentes da organização e ameaçando a integridade da chamada Linha do Tempo Sagrada, a evolução considerada natural e correta pela organização. Após alguns “choques de realidade”, onde se dá conta de que aquilo que considerava o maior poder do universo (as Jóias do Infinito) não são nada comparadas com a fonte agora revelada, e que sua função no universo tem sido a de "servir de escada", para que outros atinjam o seu pleno potencial (afinal a grandeza de m herói é definida pela força de seus inimigos). Tendo lambido suas feridas, ele rastreia o adversário, embora sua atuação seja questionada pela juíza temporal Ravona Renslayer (Gugu Mbatha-Raw de Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe) interesse romântico de Mobius.

      

A sede da AVT tem estátuas dos três Guardiões do Tempo, fundadores da organização
 
Lady Sif (Jaimie Alexander) é uma das surpresas da série, dando uma "lição" a Loki

 
 
Durante as investigações Loki vai descobrindo idiossincrasias de funcionários da AVT, como Casey (Eugene Cordero de A Mula) funcionário que não sabe o que é um peixe, ou nas oficiais Hunter B-15 (Wunmi Mosaku de Lovecraft Country), e Hunter C-20 (Sasha Lane de Utopia) e do próprio Mobius, revelando lembranças fragmentadas e comportamentos recorrentes, destoando com o que é propagado por Miss Minutos (voz de Tara Strong de My Litttle Pony: A Amizade é Mágica) Inteligência Artificial da AVT que é a voz oficial da instituição.
 
 
Fugindo da AVT, os dois "trapaceiros" tem um singelo momento de afinidade no planeta condenado Lamentis

 
Ao final, Loki consegue confrontar seu adversário, que se revela ser a Variante*2 Lady Loki (Sophia Di Martino de Yesterday) uma versão alternativa dele próprio, que apresenta poderes similares aos da Encantor, feiticeira asgardiana. Ela lhe revela fatos sobre a verdadeira natureza da AVT, levando-os a trabalharem juntos, tendo Mobius no seu encalço.
 
 
Em certa altura, a verdadeira natureza dos Guardiões do Tempo é revelada
 
 
Ao longo dessa perseguição, vão surgindo variações do prório Deus da Trapaça, como Loki Prime (o genial Richard E. Grant de Poderia me Perdoar?), Kid Loki (Jack Veal de Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos) sua versão criança, o Loki Orgulhoso (Deobia Oparei de Sex Education), uma versão afro-descendente, o Loki Presidente, o Loki Crocodilo, etc... refletindo cada qual uma faceta da personalidade (normalmente mentirosa e trapaceira), que vai crescendo, e aprendendo um outro modo de ser, deixando o seu perfil narcisista. Afinal, este é o Loki de Os Vingadores de 2012, que ainda não havia percorrido a trajetória que vimos de lá até Thor: Ragnarok.
 
Presos pela AVT, a dula planeja uma fuga audaciosa...

... que desemboca no "Final dos Tempos", um construto feito de partes de linhas do tempo resetadas
 
 Ao final, após descobrir a realidade sobre a AVT e seus líderes, o trio vai ao Final dos Tempos, que seria um limbo, composto de fragmentos deletados de realidades paralelas, protegido pelo Alyoth, aqui, um mero cão de guarda (bem diferente de sua versão dos quadrinhos). Neste andamento, o “casal” improvável confronta Aquele que permanece (Jonathan Majors de Lovecraft Country) personagem que é um mix deste personagem dos quadrinhos, com uma variante de Nathaniel Richards, a identidade de Kang, o Conquistador e, Imortus, a sua versão mais velha e que aponta as várias direções que a série, e o próprio Universo Cinematográfico Marvel poderá tomar futuramente.
 

Variantes: O Loki Orgulhoso (Deobia Oparei), Loki Prime (Richard E. Grant), Kid Loki (Jack Veal) e o Loki Crocodilo, são outras versões do mesmo personagem, exilados no "Final dosTempos"

Além de criar essas possibilidades vários easter-eggs vemos ao longo da temporada, citações a fatos bizarros e teorias conspiratórias, ao revelar que Loki foi o misterioso D.B.Cooper*3, e no episódio 5 vemos no final dos tempos, quando fogem do Alioth (aqui um guardião da ), entre os fragmentos de universos aparece o lendário U.S.S. Eldridge*4 entre outros mais bizarros.

Ainda conhecemos o traiçoeiro Loki Presidente, dentre uma legião de variantes do "Deus da Trapaça", que lutam entre si pelo poder

 
A fotografia de Autumn Durald (Mainstream) ora assume um tom expressionista, ora surreal, com variada palheta de cores, evidenciando a sua herança quadrinística de forma eficiente, conectada com a edição de Paul Zucker (Descompensada) que mantém o ritmo narrativo constante, acelerando e pisando no freio de acordo com a necessidade do roteiro, acompanhada pela música de Natalie Holt (Herself) sublinha o tom kafkaniano da trajetória do anti-herói relutante, mesclando uma playlist com hits de época como Holding out for a hero por Bonnie Tyler, Demons por Hayley Kiyoko, Deep Blue por Ladytron, If you love me (really love me) por Brenda Lee , Wonderwall por The Mike Flowers Pops, It´s been a long, long time por Harry James e Orquestra, alternados com clássicos como Quarteto de cordas N° 13 de Franz Schubert, ”Berceuse” Opus 72- N° 2 de Tchaikovsky, Suíte N°3 em dó maior de Johan Sebastian Bach além de um arranjo inspirado, em cima da Cavalgada das Valkyrias de Richard Wagner quando Loki Prime encara seu “glorioso propósito”.
 
Na série, o "Alyoth" é apenas uma besta poderosa e descerebrada, servindo de cão de guarda para o verdadeiro senhor do reino

Num momento crucial Loki Prime tem um momento de redenção "wagneriano", atingindo o seu "Propósito Glorioso"
 
Visualmente rico, o seriado se apoia nos efeitos visuais da Industrial Light & Magic, Method Sudios, Rodeo FX, Lola Visual Effects, Luma Pictures, Crafty Apes, Fuse Fx, Rise Visual Effects Studios, The Third Floor, Trixter e Digital Domain, que cria mundos surreais, high-techs e brutalistas que remetem à Brazil (1985) de Terry Gilliam, eles expandem o desenho de produção de Kasra Farahani (Bliss: Em Busca da Felicidade) e, amparado na esperta direção de arte de Natasha Gerasimova (Godzilla II: Rei dos Monstros), Lauren Abiouness (Homem-Aranha: De Volta ao Lar), Marlie Arnold (Frirst in Flight), Laurel Bergman (O Regresso), David Best (Waco), Drew Monahan (Rampage: Destruição Total), Brian Baker (Reprisal), Darshankumar Joshi (Mortal Kombat), Jason T. Clark (Thor: Ragnarok) e Kino Scialabba nos presenteia várias referências aos quadrinhos, e à períodos históricos, graças à decoração de sets de Claudia Bonfe (Zumbilândia: Atire Duas Vezes). Outro fator são os figurinos de Christine Wada (Zumbilândia: Atire Duas Vezes) permite, achados, como o traje “cosplay” do Loki Prime, ou a caracterização das demais variantes do protagonista
.
 

Kang??? "Aquele que permanece" (Jonathan Majors) é um amalgama de vários personagens


Ao final de sua primeira temporada, Loki, deixa um final aberto, que aponta para os rumos que deverão ser fechados (ou não) na próxima (e já renovada) temporada, e que deverão reverberar, mesmo que de forma tangencial nos próximos filmes do UCM. Nada mal para um projeto que perigava ser apenas “o Lúcifer da Marvel...
 
Ao final tudo volta a ser como antes na AVT... ou não???

 
 
Notas:
 
Mobius e a AVT no traço de Walt Simonson

 
*1: Autoridade de Variância Temporal, organização que protege a Linha do Tempo Sagrada, determinada pelos Guardiões do Tempo há eras atrás, podando qualquer quebra no que fugir ao andamento planejado. A organização foi criada por Walt Simonson em Fantastic Four n° 353 de junho de 1991, onde surgiu também o personagem Mobius M. Mobius, aqui um clone, como todos os funcionários da AVT.
 
 
A "Linha do Tempo Sagrada" é representada como um "tronco", e as linhas temporais divergentes, como "ramos", que a AVT "poda" sistematicamente 
 
*2: Variante seria quando algum indivíduo toma um rumo fora do planejado pela AVT, gerando uma nova linha temporal, que no seu decorrer, vai divergindo cada vez mais da linha oficial, criando uma nova realidade, correndo paralelo à aquela realidade.
 
 
Loki, como "D.B. Cooper", pagando uma aposta com Thor e Heindal

*3: D.B.Cooper, (provavelmente um nome fictício) sequestrou um avião (o vôo Northwest Orient Airlines 305, Seattle-) exigindo U$ 200.000,00 de resgate e 4 pára-quedas, que pulou em pleno vôo e desapareceu sem deixar vestígios, sendo único caso de pirataria aérea arquivado na história dos EUA.
 
 
O U.S.S. Eldridge em ação, contra o Alyoty

*4: O U.S.S. Eldridge (DE-173) teria sido um navio e guerra (um destóier de escolta) adaptado para um experimento realizado entre 22 de julho e 28 de outubro de1943 pelo governo americano chamado “O Projeto Philadelphia” que, baseado na teoria e Einstein sobre os campos unificados, que visava criar através dos equipamentos instalados no navio, criar um campo energético em torno do mesmo que o tornando-o “invisível” e assim revolucionar a camuflagem. Reza a lenda que o navio teria desaparecido durante alguns minutos e retornado com seus tripulantes afetados mental e fisicamente, tendo muitos morrido, ficado mutilados ou enlouquecido. Ficando o Eldridge mesmo após o seu equipamento (entre outras coisas várias bobinas de Teslla para gerar o campo) ter sido desmontado, com um “efeito residual” que incomoda a maioria das pessoas que permaneciam muito tempo à bordo.

 

Momento Planeta dos Macacos: "-Epa! A coisa mudou!!!"